O Sebrae, na pesquisa “Participação das micro e pequenas empresas na economia brasileira” (julho/2014), divulgou que, em 2011, o Brasil contava com cerca de 9 milhões de MPE (Micro e Pequenas Empresas), considerando EPP e ME e não incluindo MEI (Microempreendedor Individual). Elas representavam mais de 95% das empresas formalizadas, geravam 52% dos empregos formais e eram responsáveis por 27% da geração de riqueza brasileira (PIB). Em dez anos, os valores da produção gerada pelos pequenos negócios mais do que quadruplicaram, passando de R$ 144 bilhões para R$ 599 bilhões. A figura do MEI foi criada no Brasil em julho de 2009. Em 5 anos (até dezembro de 2015), foram registrados mais de 5 milhões de MEI, segundo a pesquisa do Sebrae “Perfil do Microempreendedor Individual”.

Os dados mostram a força crescente das MPE na economia brasileira. Há quem tenha convicção de que, nos últimos 30 anos, as MPE vem sendo a mola propulsora da economia brasileira, ao contrário do que o senso comum (estimulado pela mídia e diversos interesses envolvidos) vem afirmando ao longo de décadas. Enquanto as médias e grandes empresas apresentam planos de carreira e benefícios mais estruturados, as micro e pequenas oportunizam mais trabalho para jovens, com pouca experiência, e pessoas com mais de 40 anos. Nas médias e grandes empresas, o investimento crescente em automatização reduz o volume na oferta de empregos e gera, por outro lado mas em menor quantidade, novas oportunidades de carreira, em especialidades ainda iniciantes no mercado.

Paradoxalmente, são as MPE que recebem menos incentivos fiscais e de crédito para se desenvolverem ou mesmo para se manterem ao longo do tempo. O Brasil tem avançado, mas ainda está bem longe de ter  políticas públicas condizentes com a participação das MPE na economia. Economias desenvolvidas mostram que é sustentável se fundamentar em pequenos negócios.

Em janeiro deste ano, o Sebrae/RS previu que 2017 é o ano das micro e pequenas empresas, já que a recuperação, para este perfil de negócio, é mais ágil. Mesmo com esta dose de otimismo, a instituição também acredita que é preciso criatividade para lidar com as dificuldades ainda presentes no decorrer do ano.

Neste cenário hostil, a gestão minuciosa é imprescindível para os gestores de MPE, que classicamente desempenham múltiplos papéis em seus negócios, da estratégia à operação. Um dos temas de grande impacto para as MPEs é estar em dia com suas obrigações legais, fiscais, trabalhistas e contábeis. É aí que se insere o contador, seja ele autônomo ou através de escritórios de contabilidade que podem oferecer serviços contábeis essenciais e até assessoria gerencial. Com profissionais experientes e éticos, o gestor da MPE consegue se concentrar na sua atividade-fim, estabelecendo com seu contador uma importante aliança.

A Methodus reconhece o papel dos pequenos negócios na economia brasileira e tem trabalhado, há mais de 23 anos, para apoiar empresários de micro e pequeno porte em suas jornadas empreendedoras. Entre em contato conosco e saiba como nossos serviços contábeis podem colaborar com o seu negócio.

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